· Rafael Galasso

Porque é que a sua instalação industrial precisa de Physical AI?

Physical AImanutenção preditivaeficiência energética
Rafael Galasso em contraluz no palco, diante do logótipo da TEG

Uma conversa franca com Rafael Galasso, CEO da TEG Monitor.

Caro gestor,

Quero ser direto consigo nesta carta.

Nos últimos meses, visitei dezenas de instalações industriais pelo Brasil e por Portugal. E em quase todas ouvi a mesma coisa — com palavras diferentes, mas com a mesma essência:

“Instalámos IoT. Temos dashboard. Temos sensor. Mas os equipamentos continuaram a parar.”

Isto incomoda-me profundamente. Não porque seja um fracasso de tecnologia — mas porque é um fracasso de promessa. Alguém vendeu “manutenção preditiva” e entregou “alerta automático”. E a diferença entre os dois, na prática, é enorme.

Deixe-me partilhar o que observo no terreno.

Quando um sensor comum deteta vibração acima de um limite fixo, dispara um alerta. Mas não sabe se essa vibração é desgaste real, mudança de regime de carga ou variação da temperatura ambiente. O resultado é ruído. Muitos alertas, pouca precisão — e, com o tempo, a equipa aprende a ignorar o painel. Até ao dia em que o alerta que ninguém levou a sério era o alerta real.

Isto tem um nome dentro da TEG Monitor: a era do sensor burro. E decidimos, há alguns anos, que não queríamos fazer parte dela.

O que estamos a construir é diferente. Com Physical AI e Large World Models, a nossa tecnologia não lê números — compreende física. Quando o ConnecTEG recolhe um dado de vibração de um motor específico, submete esse dado a uma simulação do comportamento real desse ativo, naquele regime de carga, com aquele histórico. O resultado não é “vibração elevada”. É: “folga mecânica no rolamento dianteiro. Falha estimada em 14 dias. Intervenha até sexta-feira.”

Diagnóstico. Causa. Prazo.

Há algo que também quero mencionar, porque raramente aparece nas conversas de manutenção: o custo silencioso. Um motor desalinhado consome entre 5% e 15% mais energia para fazer o mesmo trabalho. Não está “prestes a avariar” — está, neste momento, a desperdiçar dinheiro sob a forma de calor, todos os meses, sem que isso apareça assim na fatura.

A nossa Physical AI monitoriza isso também. Não esperamos pela avaria — identificamos o desvio de desempenho antes que se torne problema.

Se leu até aqui, provavelmente reconheceu algo da sua operação nestas palavras. A minha pergunta é simples:

Quantos alertas do seu sistema de monitorização é que a sua equipa ignora por semana?

Se a resposta não for “nenhum”, vale a pena conversarmos.

Estamos em todo o Brasil e em Portugal. E a promessa que fazemos desde 2015 mantém-se: a complexidade fica do nosso lado. Consigo fica o resultado.

Com respeito e propósito,

Rafael Galasso CEO — TEG Monitor