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title: "Como o Brasil é grande!"
description: "3 estados e 57 cidades no Sul do Brasil: como a cultura regional influencia a manutenção industrial."
url: https://tegmonitor.com/pt/cartas-do-ceo/como-esse-brasil-e-grande
locale: pt-PT
published: 2024-10-21T00:00:00.000Z
author: "Rafael Galasso"
tags: "mercado de manutenção, cultura de manutenção"
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  pt-PT: https://tegmonitor.com/pt/cartas-do-ceo/como-esse-brasil-e-grande
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21 de outubro de 2024 · Rafael Galasso

# Como o Brasil é grande!

![Rafael Galasso a sorrir em retrato, com fundo escuro](https://tegmonitor.com/assets/images/cartas/como-esse-brasil-e-grande.webp)

_Uma conversa franca com Rafael Galasso, CEO da TEG Monitor._

Esta semana viajei para visitar clientes no Sul do Brasil — passei por 3 estados e 57 cidades — e reparei em algo fascinante: o fator cultural influencia, e muito, a aceitação da manutenção, seja em geradores, seja em equipamentos industriais em geral. Já reparou como, no Sul do Brasil, parece que as casas estão sempre com a relva cortada, as paredes pintadas e a vedação impecável? É notável — sempre que viajo, presto atenção a estes detalhes. E essa cultura reflete-se também na manutenção industrial: na TEG Monitor, as vendas de manutenção preventiva são sempre mais rápidas no Sul, enquanto no resto do país ainda prevalece uma maior procura por manutenção corretiva.

Um dado interessante, segundo a Econodata: das 20 maiores empresas de manutenção industrial no Brasil, 12 estão no Sudeste e 4 no Sul — o que revela diretamente a cultura de manutenção preventiva das indústrias em cada região.

Segundo o Sismetro, o mercado de manutenção cresce cerca de 10% ao ano e o número de profissionais sobe 15% — falamos de um setor de aproximadamente 10 mil milhões de reais por ano. As principais tendências apontadas incluem: aumento da externalização da manutenção, maior uso de tecnologia, foco em sustentabilidade e integração com outras áreas operacionais. E, com a crescente adoção de IoT na indústria, arrisco dizer que a manutenção preditiva é o foco de um futuro nada distante.

Uma pesquisa da Plant Engineering Magazine com a ATS revelou que 70% dos gestores acreditam que confiar a manutenção a especialistas externos aumenta a eficiência da produção — com melhorias de até 30%.

Imagine: com a manutenção em dia, as máquinas funcionam corretamente, a produção flui sem interrupções e a qualidade final é garantida. Como bem disse o engenheiro André Luiz Sales, da Leadec: “As rigorosas diretrizes de processo, produtividade e qualidade que se aplicam à manufatura também devem ser seguidas nas rotinas de manutenção.” Faz todo o sentido, não faz?

Mas, para atingir esse nível de qualidade, são necessários processos bem definidos e padronizados. Os prestadores de serviço devem cumprir o Índice de Qualificação do Fornecedor (IQF) e procurar a melhoria contínua, como refere Rodrigo Fachinello, também da Leadec.

E sabia que a maior parte das empresas entrega a manutenção a especialistas por falta de tempo, de pessoal ou de conhecimento especializado? Um exemplo interessante partilhado por André Luiz: numa fábrica de embalagens, passaram de 78% para impressionantes 99,98% de precisão no stock de peças de reposição; a capacidade de entrega aumentou 165% e a pontualidade passou de 7% para 94%! Surpreendente, não é?

Com a manutenção em dia, ganhamos qualidade, tempo e dinheiro. E ainda elevamos a segurança e a eficácia da produção, com uma equipa mais preparada.

Não podemos esquecer a Indústria 4.0 e o papel do IoT! Com conectividade e dados disponíveis, conseguimos compreender melhor o comportamento das máquinas e antecipar falhas.

E o leitor, o que acha? [Escreva-nos](https://tegmonitor.com/pt/contactos) e partilhe a sua experiência com manutenção.

Até à próxima,

Rafael Galasso
CEO, TEG Monitor
